Pode soar cafona, mas o título daquele Best Seller nunca fez tanto sentido para mim antes. Realmente, toda esta mística que envolve os relacionamentos homem-mulher seria facilmente desvendada se a linguagem que ambos usassem fosse igual. Eu mesma toda vez que tenho uma conversa sobre o tema tenho plena certeza que sim, os homens só podem ser seres vindos de algum outro planeta onde só passe futebol na televisão e nas bancas só existam revistas de mulheres peladas. O engraçado é que os seres do sexo masculino sempre foram vistos como os mais simples, facilmente decodificáveis e fáceis de agradar. Entretanto, houve inversão de valores provocada pela revolução sexual - talvez - que tem os deixado cada vez mais confusos. Claro que é mais fácil para nós, mulheres, já muito bem famosas pela necessidade de reflexão acerca dos sentimentos, nos adaptarmos a essa nova postura social. Para os "brucutus", a dificuldade parece que aumenta a cada dia, a ponto de eles não saberem mais o que querem afinal: uma moderna porra loca ou uma old-fashioned caretona. A verdade é que eles vivem mudando de opinião, porque nunca tiveram tanta opção assim. São destreinados, coitados. E a culpa é toda nossa. Sempre e para sempre. Assumo uma grande parcela de culpa, como mulher, de ver homens tão afeminados se proliferando. Acredito que a frustração da mulher, particularmente, é proveniente do fato de ela querer que o homem seja, no fundo, uma mulher. Que ele possua as mesmas interpretações, preocupações, e etc, o que é praticamente impossível - e nada saudável. Homens e mulheres são extremamente diferentes, buscam coisas absurdamente diversas e têm posicionamentos completamente opostos. Não dá para imaginar que um dia isso vai mudar. O que pode vir a calhar é tornar as relações um pouco mais honestas. Isso com certeza ia dar passe-livre aos habitantes de Marte aqui pelas bandas Venusianas.
Precisando, estamos às ordens.
Lou Salomé.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
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