terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Floricultura regada à cagadas

Dentro desta nossa temática sexista, já pudemos analistar aqui neste blog temas muito pontuais que deixaram transparecer as diferenças entre os sexos, suas conseqüências e, em dado momento, elaboramos diversos questionamentos acerca do motivo de tanto desentendimento. Como única membra do sexo feminino, pude perceber que, a cada desabafo masculino há sempre uma carga de "eu não entendo as mulheres". Estou aqui para provar o contrário: os homens entendem sim - e muito bem - como funciona a cabeça de uma mulher. Não é só porque as mulheres são mais comunicativas, nem porque as mulheres deixam transparecer muito mais seus sentimentos, mas sim, porque entender uma mulher (não todas, porque qualquer tentativa de generalização é fadada ao fracasso quando se trata de seres humanos) é questão puramente de interesse. Digo isso pois não vejo qualquer sentido nesse mistiscismo criado para justificar as cagadas que os homens fazem. Se o cara errou, ele sabia muito bem o que estava fazendo. E vou além: ele sabe muito bem como consertar uma bela cagada. A maior prova disso é o grande "clichê" já criado em torno das flores (e dos bombons). Primeiramente, eu nunca ouvi falar de nenhum presente masculino considerado "clichê" para amansar quando alguma coisa está errada. Agora, quando se trata de uma cagada feita por um macho, não precisa ser nenhum gênio: é só ligar para a floricultura e escrever no cartão uma frase qualquer que termine com "VOCÊ É LINDA". Pronto. Não adianta: mesmo tentando, a verdade é que nós, mulheres, sempre vamos dar uma amolecidinha com o "óbvio" e o "clichê", porque afinal, a gente nunca espera muita coisa desse matuto sentimental que costuma ser o homem. E o homem sabe disso. Que me perdoem os românticos, mas as flores dão muito ar de que alguma coisa está errada, mas que "ele está disposto a melhorar" - não é bonitinho? Um aviso aos mais românticos: mande flores, mas nunca faça com que esta seja sua única forma de paparico. Caso contrário, você pode correr o risco de se passar por um arrependido (o que pode até não ser uma má idéia).

às ordens e ainda viva,

Lou.

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