domingo, 20 de julho de 2008

O título maldito

Ex-namorado só tem esse nome porque é como se fosse uma maldição: afinal, caso não o fosse, seria comum as pessoas voltarem a se referir à esse tipo de gente apenas pelo nome. Pra mim, ex-namorado perde o nome, ganha o título. E junto com esse título, toda aquela carga negativa de "eu fui uma cega que não via o quão otário você era", ou coisas do tipo. Terminar relacionamentos é uma merda, sempre é. Aquela coisa meio de ficar sem chão. Mesmo que o chão fosse sujo, porco... você sente falta. Daí rola aquele conflito interno entre ter ódio ou lembrar das coisas boas. Sinceramente, eu não sei o que dói mais. São dores diferentes, são sensações diferentes... mas ambas, são péssimas. Quando o relacionamento terminasse, deveria haver uma distância segura a ponto de que você não precisasse encontrar o cara em lugar nenhum, pegando mais ninguém e, claro, sem qualquer contato telefônico. Mas Curitiba é um ovo e meu ex é onipresente. Ele é amigo dos meus amigos, freqüenta os mesmos lugares e escuta as mesmas bandas que eu. Uma coisa que é nova pra mim é a capacidade de ele ser imune ao meu ódio. Cara, eu não consigo odiá-lo. Sad, but true. Ou seja, eu estou meio sem escapatória e, pior ainda, mesmo eu sabendo de todos os miliquinhentos mil defeitos do nosso relacionamento, eu insisto em sentir uma falta do caralho. E sinto vergonha. Muita vergonha disso. Esse, mais do que nunca, parece que vai ser ex-namorado pra sempre.


Abraços da "mulherzinha",

Lou.

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