sábado, 21 de novembro de 2009

Num momento

Se o João Cabral conhecesse o rivotril, jamais faria ode à aspirina.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

acabou

uma coisinha na cabeça: definitivamente eu não sou especial

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Tempo

Não sei o que dizer. O amor não se vai. Ainda bem. Ele fica. Permanece. A alegria é constante. Mas o tempo é curto. Um dia, quem sabe, o prazo de validade seja o para sempre.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Prefácio

É isso Drummond. O primeiro amor passou. O segundo amor passou e o terceiro também. O coração, esse continua. Continua. Velho, cansado e desiludido, recebe um sopro de vida. Volta a bater e você volta a ser um pouco adolescente. Com medos e ansiedades, ciúmes e expectativas.
Aquela montanha russa de sentimentos que surgem com o sorriso dela provoca, de certo modo, a ressurreição daquilo que estava escondido há tanto tempo. Faz tempo, mas você lembra. Lembra como a distância incomoda, lembra como as contradições te machucam e suas dúvidas tentam corrompê-lo... Não há de ser nada, Drummond. De hoje em diante, o sorriso mais bonito do mundo andará do meu lado.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Será?

A preocupação, o cuidado, com quem você ama é algo que se vê pouco hoje em dia. Preocupar-se com quem você ama é fundamental para entender o que ele ou ela precisa. Em certos momentos, ela não precisa de nada. Quase sempre, ela precisa apenas de amor e compreensão. Mulheres modernas não são dependentes. São semi-dependentes. Homens modernos são quase como aqueles do século XVIII. Com ipods.

(ím)par

Finalmente, atenderam suas preces. Você pediu a todo tipo de Deuses, recorreu à todo tipo de crença, fez promessa, deixou o cabelo crescer, comeu bolo de Santo Antônio... e conseguiu! Sim, agora você ama, é amado, e é...feliz. Então, o problema que antes era não ter namorado, se torna... outros problemas. Primeiramente, quem agradecer? Será que foi Santo Antônio? Será que foi a promessa de nunca mais comer chocolate? Será que terei que voltar ao terreiro? Superado o risco da indignidade, você começa a perceber que existem coisas que você não pode fazer namorando. E como faz tempo que não namora, continua fazendo com a maior naturalidade. Não, você não pode mais cumprimentar aquele seu amigo de infância com um belo tapa na bunda. Não, você não pode mais encher a cara de cachaça e dançar com todas as pessoas possíveis na pista. Sim, você NÃO PODE. Daí você pede desculpas, diz que é sem noção e acha que tá tudo resolvido. Até a próxima gafe. Namorar não é como andar de bicicleta. A cada namoro, e a cada lapso temporal entre um namoro e outro, você cria novos hábitos, e precisa novamente aprender que existem certas coisas inerentes ao fato de que, agora, você é um par.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Beco com saídas

Um amor é impossível quando não tiver qualquer alternativa de ser concretizado. Nada é impossível antes de acabar. Se acabar.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

L'amour

Não adianta. Não importa o quanto racionalizamos ou até mesmo buscamos manter uma distância segura do amor, é ele - e só ele - capaz de nos trazer a completa sensação de felicidade que tanto "buscamos". Claro que existem diferenças, no que tange às próprias prioridades de cada pessoa. Há quem se sinta pleno com sucesso profissional, por exemplo. Mas, convenhamos, com amor tudo fica mais fácil e tem um gosto mais saboroso. A possibilidade de dividir, de não sentir que carrega sozinho a "insustentável leveza de ser" é aconchegante. A sensação de ser essencial na vida de alguém, não pelo laço familiar mas por uma simples escolha, é confortante. A intimidade, o cheiro, o prazer... o corpo falando e a alma sussurrando.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Ansiedade

Não há nada mais estranho do que esta sensação de pensar no futuro sempre. Dizem ser fruto de um mal que atinge a modernidade: ansiedade. Enquanto alguns sentem a sensação angustiante e vivem a expectativa de que algo de novo aconteça, outros pensam na antecedência da perda. Embora viva-se o presente intensamente, há um certo pesar em conhecer o futuro antes que ele chegue.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Reciprocidade

Amor é um sentimento unilateral, foi o que sempre defendi. Agora me vejo pensando no porquê eu espero tanto o bombom que eu sempre dou e nunca recebi. O esforço que já fiz e nunca vi igual. A carta que nunca me escreveu. Continuo amando, meu amor unilateral e enorme. Mas faltam algumas flores que me deixam insegura que talvez eu nunca venha a colher...

domingo, 15 de março de 2009

Aniversário

Parabéns pra você!Parabéns para mim...três anos sem palavrinha mágica. Três anos sem dizer "eu te amo".

sexta-feira, 6 de março de 2009

Tocar é arte

Eu queria compor uma música que falasse de coisas óbvias, que tivesse uma melodia simples, notas fáceis e pudesse ser cantada por qualquer um, ao pé ouvido. Eu queria ser capaz de colocar, na letra, sentimentos universais mas que fossem também intensos, daqueles quase incompreensíveis. Eu queria uma banda de dois, sem público ou palco. Um dueto de espelhos, onde nós - e apenas nós - aplaudíssemos juntos cada passo bem dado pelo destino, que usa da nossa música como trilha sonora dos vai-e-vens de acontecimentos. Queria que o peso das escolhas se tornassem a leveza da liberdade e que tocasse, internamente, meu instrumento de percussão que, mesmo solitário, dá conta de dar o ritmo necessário e segurança o suficiente para que a música nunca pare. Eu queria uma sensibilidade que não me tirasse a razão e uma razão que usasse dos meus olhos fechados para aumentar meu potencial de percepção, e não diminuí-lo. Queria meus dedos correndo por todo seu corpo e que este reagisse de diferentes formas a cada toque, como se cada arrepio fosse uma nota bem afinada. Queria uma harmonia perfeita entre o clássico e o novo, entre a maturidade e a fome de aprender. Queria que o vento que acaricia meus cabelos seja em clave de sol e que só pare de balançar meus fios avermelhados quando for substituído por suas mãos. Estas que encontram em mim um instrumento de prazer, no seu mais amplo sentido. Eu quero uma banda de dois que se baste, mas que não se renda. Que não deixe de assistir ao espetáculo dos outros. Uma banda que não enjoe do mesmo repertório, que se emocione a cada dificuldade atingida com a perfeição, que queira manter a harmonia custe o que custar.Eu não quero um maestro, quero um amor. E que este soe natural, assim como uma música escrita para alguém que ainda há de vir.


(Texto extraído deste blog http://www.pingacombambu.blogspot.com )

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Segredo

Não há melhor segredo na vida do que aquele sobre amor. Amo cada momento em silêncio. Adoro o prazer de gritar o nome dela sem dizer coisa alguma. Digo apenas à ela. É bem verdade que berraria aos quatro ventos seu nome, mas prefiro chamá-la ao pé do ouvido.
As palavras ditas são mais sensuais, mais atrevidas. Cada letra falada pode ter um significado ainda mais especial. Entretanto, cada frase escrita fica marcada para sempre.
Nem sempre é preciso escrever ou falar. Há momentos que o silêncio pode significar muito mais. Não há silêncio que resista um olhar, um gesto. No amor, o segredo é sinal de confiança. Não há amor sem segredo, não há segredo sem amor entre um homem e uma mulher.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O Jornalismo e a Amizade

de Melissa Bergonsi
Quem tem um amigo, desses que o coração se amansa quando se está perto, vai entender o que vou falar sobre o Jornalismo. Não há como ter um amigo sem que sua alma não respire solidariedade.

Para exercer o jornalismo, a solidariedade tem que ser inerente. Ajudamos um amigo a carregar a mudança, damos ombro a ele, aplicamos uma carraspana quando está errado e costumamos ajudá-lo a pechinchar por um preço mais justo na feira da semana. Quanta semelhança.

No Jornalismo, há que se ter esta vontade. Escrevemos porque queremos ajudar as pessoas a encontrarem seus caminhos, a escaparem de um golpe, a encontrarem preços mais justos, a conhecerem exemplos de vida. É com as letras que tentamos melhorar a vida de alguém. A caneta é nossa espada de Dom Quixote contra os moinhos de vento. Não há como ter um amigo sem que sua alma não respire honestidade. Para exercer o Jornalismo, a honestidade tem que ser inerente.

Por mais que doa, contamos a um amigo o quanto ele está inapropriado. Não permitimos participar de falcatruas, nem que seja pra ganhar o jogo de futebol entre os amigos do Saraiva e amigos do Osvaldo. Falcatrua não vale. É assim no jornalismo.

Não se aceita safadeza, nem se compartilha e não se lucra com ela. No Jornalismo, tem que se escrever a verdade. Nem uma letra a mais, nem a menos. É a honestidade com a fonte, a honestidade com o leitor. Não vale roubar dinheiro, não vale roubar idéias, não vale roubar versão. Nem penso em ter um amigo se não guardo em mim a noção de respeito. É a mesma coisa no Jornalismo. Na relação de amizade, cabe a bronca sem humilhação. Cabe a discussão sem xingamento e cabem as brincadeiras sem exageros infames. Precisamos saber a hora de parar, o limite.

No Jornalismo, o respeito é premissa básica. Não se passa por cima de ninguém e é pecado usar o Jornalismo para isso. Não somos juízes, não somos deuses e não devemos nunca gozar do defeito da prepotência. Cabe dentro da noção de respeito, a humildade, o compromisso com a verdade, o limite. Amizade é feita de duas pessoas. Jornalismo é feito de toda humanidade. E como conviver com um amigo se em você não mora a compreensão?

No Jornalismo, compreensão é regra como se fosse um dos dez mandamentos. Façamos o caminho inverso: para compreendermos um amigo, seus problemas, frustrações, desejos e vontades, devemos antes de tudo estar disposto a ouvi-lo. Quem não fecha a boca, não usa o dom da audição, não pode ser amigo. Nunca vai descobrir a pessoa que te acompanha. Nunca terá se importado verdadeiramente com ela.

Há quem pense que o Jornalismo é a profissão da expressão verbal. Seja escrevendo, seja tagarelando. O Jornalismo é a terra da audição, o planeta da atenção a quem fala, a galáxia das histórias.

Você só conta algo a alguém se puder antes ter ouvido verdadeiramente uma história. No Jornalismo, aprendemos a deixar os outros falarem. Somente a compreensão te qualifica a escrever uma boa história. Sem ela, o que existe, é a sua história e não a dos outros.Não há jornalismo sem história. Não há história sem compreensão, não há compreensão sem que se saiba ouvir. Aliás, não há amizade sem envolvimento. No Jornalismo, a frieza te torna incompleto. Não há quem não pense em um amigo sem que se tenha vontade imediata de dar (nele) um abraço demorado.

No Jornalismo, jogue fora seu texto se você não quer abraçar sua pauta. Não há como ser amigo sem que se envolva. Sem envolvimento nosso tempo fica escasso. Não há espaço na agenda e sobra preguiça de atravessar a rua para dar os parabéns no dia do aniversário. Podemos cultivar bons papos por email, mas nunca viveremos uma história completa.

No Jornalismo, só quem sabe se envolver tem vontade de ir pra rua escarafunchar uma bela reportagem. Quando a gente se envolve, não há tempo que falte para visitas, conversas, entrevistas e para um texto bem apurado. Hoje em dia, as amizades ficam cada vez mais virtuais.

O Jornalismo cada vez mais burocrático. Para se cultivar um grande amigo é preciso levantar do sofá e praticar os bons valores. Para se fazer o bom jornalismo, também.

Nota do blogueiro: Peço licença aos amigos de blog para publicar este texto que fala também sobre outros amores da minha vida e da autora, o jornalismo e a amizade.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Confissões de um bêbado

Quem aqui nunca usou da velha desculpa do "não lembro de nada" para se safar das situações constrangedoras que só mesmo a bebida é capaz de proporcionar? Quem aqui já realmente esqueceu algumas partes de uma noite regada à coquetel motolov? "Sim e sim", eu responderia. Realmente, existem noites que algumas partes são simplesmente eliminadas, enquanto existem noites que nos safamos de explicar qualquer coisa, apenas repitindo a frase "nossa, não lembro de nada". Agora, o que fazer quando um bêbado declara seu amor? Bêbado mente? Eu conheço amigos que soltam um EU TE AMO muito caloroso sempre que bêbados. Isso quer dizer que eles não me amam? Ou quer dizer que me amam, mais ainda do que se dissessem sóbrios? Ah, não sei bem o que pensar, então fica a dúvida. Oh, Lord!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O tumulto

O que falar quando não há terminologia exata capaz de descrever um sentimento? Maior ou menor que aqueles sentimentos que já conhecemos? Ou apenas uma forma diferente de sentí-los? O medo deixa as relações tumultuadas, fato. Mas sem o medo, seriam essas relações igualmente interessantes? É o perigo eminente de perder, a areia movediça, o suspiro aparentemente sem explicação. É o fato consumado mas não imutável, a certeza da incerteza, a vontade reprimida que cresce como uma árvore dentro de uma kitinete. E que cresce, cresce, cresce...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Recomeço

Ninguém escolhe amar alguém. Acontece. O sentimento ocorre devido a uma conjunção de coisas inexplicáveis. Tentar buscar o motivo para se amar nunca foi minha intenção. Aceito o sentimento como quem aceita o inevitável. Não há como controlar. É uma bela maldição (ou "bondição") a se carregar, com todos seus prós e contras.
E se pudesse escolher? Amaria sempre. A cada tropeço, escolheria de novo o amor. Não há como negar que a tristeza já passou por muitos que amaram, mas lembro que a felicidade também.
Pode parecer piegas, mas não há o que esconder. Burros são aqueles que negam o sabor de recomeçar sempre.
Não sei o porquê hoje escolhi falar aleatoriamente sobre o amor, sem um objetivo definido. Acho que estou em mais um recomeço saboroso.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Eu escrevo porque dói, mas o Bukowski é quem sabe das coisas

Eu não jogo em cavalos, nunca apostei, nunca sequer estive numa corrida. Mas a descrição dos sentimentos do velho Bukowski depois de voltar de uma sequencia de páreos furados mostra de maneira didática o quão lazarenta é essa vidinha nossa de todo dia. Aquele misto de angústia, tédio e uma merda de vazio no peito depois de um dia em que você vê que definitivamente as coisas não vão mudar. "Aquela mesma velha tristeza de sempre". Um cansaço da alma. Não lembro o conto e não tenho o livro aqui em mãos. Poderia ficar enrolando você amigo leitor, mas não conseguiria nem de longe alcançar o efeito que o velhaco conseguiu em quatro linhas. Mas em suma é isso: "Aquela mesma velha tristeza de sempre".

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dois lados

A beleza de não estar apaixonado é inversamente proporcional a emoção de viver um grande amor. Ambos tem começo, meio e todos pensam se terá um fim. Pode ser que tenha. Pode ser que não.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pausa

Lou está postando novamente seus textos. Tenha paciência, sua ligação é muito importante para nós.

Não ligo para isso, mas já que você é...

Aproveitando a deixa do colega Geraldo, faço uma analogia do caso do sexo masculino com a importância ou não da beleza feminina. Eu acredito que o que acontece com o homem no tocante à necessidade ou não da beleza feminina para as relações amorosas é, mais ou menos, a relação da mulher com o "carro" do homem. Sim, esta é outra afirmativa que freqüentemente escutamos por aí que soa meio que como uma falácia. Primeiro, é importante frisar que estamos aqui não falando do homem-médio, mas sim do homem com uma carga mínima de sensibilidade, bom senso e inteligência. Para nós, mulheres, carro conta pontos SIM. Isso não quer dizer, de forma alguma, que seja essencial mas, dissimulada é a mulher que diz que não repara nisso. Isso tanscende, totalmente, ao nosso consciente coletivo de mulher moderna, é muito mais intrínseco nas relações interpessoais que podemos imaginar. Desde os primórdios, a mulher sempre manteve o foco da escolha do parceiro na capacidade de "proteção" que ele tem a oferecer. Conforme a cultura vai mudando, muda também as formas de perceber essa proteção. Antigamente, tratava-se mais de uma segurança biológica propriamente dita, algo em torno dos músculos e boa agilidade na pesca; hoje, essa proteção gira mais em torno da capacidade financeira de proteção. Repito, normalmente isso é completamente inconsciente, tanto que eu nunca pensei na minha vida em escolher um parceiro para poder virar uma parasita. Quanto à "ditadura da beleza", está é muito anterior à moda, por exemplo. Muito embora os padrões de beleza mudem, a mulher normalmente têm preferência pelos mais altos que ela, e o homem por mulheres de cintura fina e seios fartos. Não dá para fugir. Assim como o dinheiro, a beleza não é essencial, mas se você for bonito e rico, é bem mais fácil. E se você for inteligente ( e não for gay) - aaaah, daí eu gamo!Beijos,Lou.

O amor

Não conheço uma pessoa apenas que conseguiu evitar o amor. Solteirões ou solteironas convictos são pessoas que se apaixonaram e se frustraram. Eu prefiro o amor não correspondido ao descaso dos não-românticos.
Difícil não se apaixonar. Pior ainda é não alimentar a sensação de que tudo pode dar certo mesmo sabendo do impossível. Talvez, se eu tivesse meus 18 anos eu sofreria. Pode-se amar sozinho e não sofrer. É a maturidade do amor solitário, do não correspondido.

Boninteressantes

"Na "mulher interessante", a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - "Ser bonita não interessa. Seja interessante!".
Essa é do Nelson Rodrigues.
Assino embaixo. Ele é sensacional.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Análise Psicológica Impossível

Ela diz: mas assim, o que você sente afinal?
Ele diz: não sei! Você é minha amiga mas...assim, é fato que eu sinto algo maior por você, mas não sei que nome isso tem.
Ela diz: hmmmm, então sou algo assim, meio melhor amiga?
Ele diz: Não.
Ela diz: Tá, mas, pô, então sei lá, sou só amiga.
Ele diz: Sei lá.
Ela diz: Cara, você tem que falar alguma coisa.
Ele diz: Tá. Só amiga. (emoticon com olhos virando)
Ela diz: Sem caras e bocas.
Ele diz: Tá bom. Só amiga.

SILÊNCIO.