sexta-feira, 27 de março de 2009

Ansiedade

Não há nada mais estranho do que esta sensação de pensar no futuro sempre. Dizem ser fruto de um mal que atinge a modernidade: ansiedade. Enquanto alguns sentem a sensação angustiante e vivem a expectativa de que algo de novo aconteça, outros pensam na antecedência da perda. Embora viva-se o presente intensamente, há um certo pesar em conhecer o futuro antes que ele chegue.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Reciprocidade

Amor é um sentimento unilateral, foi o que sempre defendi. Agora me vejo pensando no porquê eu espero tanto o bombom que eu sempre dou e nunca recebi. O esforço que já fiz e nunca vi igual. A carta que nunca me escreveu. Continuo amando, meu amor unilateral e enorme. Mas faltam algumas flores que me deixam insegura que talvez eu nunca venha a colher...

domingo, 15 de março de 2009

Aniversário

Parabéns pra você!Parabéns para mim...três anos sem palavrinha mágica. Três anos sem dizer "eu te amo".

sexta-feira, 6 de março de 2009

Tocar é arte

Eu queria compor uma música que falasse de coisas óbvias, que tivesse uma melodia simples, notas fáceis e pudesse ser cantada por qualquer um, ao pé ouvido. Eu queria ser capaz de colocar, na letra, sentimentos universais mas que fossem também intensos, daqueles quase incompreensíveis. Eu queria uma banda de dois, sem público ou palco. Um dueto de espelhos, onde nós - e apenas nós - aplaudíssemos juntos cada passo bem dado pelo destino, que usa da nossa música como trilha sonora dos vai-e-vens de acontecimentos. Queria que o peso das escolhas se tornassem a leveza da liberdade e que tocasse, internamente, meu instrumento de percussão que, mesmo solitário, dá conta de dar o ritmo necessário e segurança o suficiente para que a música nunca pare. Eu queria uma sensibilidade que não me tirasse a razão e uma razão que usasse dos meus olhos fechados para aumentar meu potencial de percepção, e não diminuí-lo. Queria meus dedos correndo por todo seu corpo e que este reagisse de diferentes formas a cada toque, como se cada arrepio fosse uma nota bem afinada. Queria uma harmonia perfeita entre o clássico e o novo, entre a maturidade e a fome de aprender. Queria que o vento que acaricia meus cabelos seja em clave de sol e que só pare de balançar meus fios avermelhados quando for substituído por suas mãos. Estas que encontram em mim um instrumento de prazer, no seu mais amplo sentido. Eu quero uma banda de dois que se baste, mas que não se renda. Que não deixe de assistir ao espetáculo dos outros. Uma banda que não enjoe do mesmo repertório, que se emocione a cada dificuldade atingida com a perfeição, que queira manter a harmonia custe o que custar.Eu não quero um maestro, quero um amor. E que este soe natural, assim como uma música escrita para alguém que ainda há de vir.


(Texto extraído deste blog http://www.pingacombambu.blogspot.com )