segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Eu escrevo porque dói, mas o Bukowski é quem sabe das coisas
Eu não jogo em cavalos, nunca apostei, nunca sequer estive numa corrida. Mas a descrição dos sentimentos do velho Bukowski depois de voltar de uma sequencia de páreos furados mostra de maneira didática o quão lazarenta é essa vidinha nossa de todo dia. Aquele misto de angústia, tédio e uma merda de vazio no peito depois de um dia em que você vê que definitivamente as coisas não vão mudar. "Aquela mesma velha tristeza de sempre". Um cansaço da alma. Não lembro o conto e não tenho o livro aqui em mãos. Poderia ficar enrolando você amigo leitor, mas não conseguiria nem de longe alcançar o efeito que o velhaco conseguiu em quatro linhas. Mas em suma é isso: "Aquela mesma velha tristeza de sempre".
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Dois lados
A beleza de não estar apaixonado é inversamente proporcional a emoção de viver um grande amor. Ambos tem começo, meio e todos pensam se terá um fim. Pode ser que tenha. Pode ser que não.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Pausa
Lou está postando novamente seus textos. Tenha paciência, sua ligação é muito importante para nós.
Não ligo para isso, mas já que você é...
Aproveitando a deixa do colega Geraldo, faço uma analogia do caso do sexo masculino com a importância ou não da beleza feminina. Eu acredito que o que acontece com o homem no tocante à necessidade ou não da beleza feminina para as relações amorosas é, mais ou menos, a relação da mulher com o "carro" do homem. Sim, esta é outra afirmativa que freqüentemente escutamos por aí que soa meio que como uma falácia. Primeiro, é importante frisar que estamos aqui não falando do homem-médio, mas sim do homem com uma carga mínima de sensibilidade, bom senso e inteligência. Para nós, mulheres, carro conta pontos SIM. Isso não quer dizer, de forma alguma, que seja essencial mas, dissimulada é a mulher que diz que não repara nisso. Isso tanscende, totalmente, ao nosso consciente coletivo de mulher moderna, é muito mais intrínseco nas relações interpessoais que podemos imaginar. Desde os primórdios, a mulher sempre manteve o foco da escolha do parceiro na capacidade de "proteção" que ele tem a oferecer. Conforme a cultura vai mudando, muda também as formas de perceber essa proteção. Antigamente, tratava-se mais de uma segurança biológica propriamente dita, algo em torno dos músculos e boa agilidade na pesca; hoje, essa proteção gira mais em torno da capacidade financeira de proteção. Repito, normalmente isso é completamente inconsciente, tanto que eu nunca pensei na minha vida em escolher um parceiro para poder virar uma parasita. Quanto à "ditadura da beleza", está é muito anterior à moda, por exemplo. Muito embora os padrões de beleza mudem, a mulher normalmente têm preferência pelos mais altos que ela, e o homem por mulheres de cintura fina e seios fartos. Não dá para fugir. Assim como o dinheiro, a beleza não é essencial, mas se você for bonito e rico, é bem mais fácil. E se você for inteligente ( e não for gay) - aaaah, daí eu gamo!Beijos,Lou.
O amor
Não conheço uma pessoa apenas que conseguiu evitar o amor. Solteirões ou solteironas convictos são pessoas que se apaixonaram e se frustraram. Eu prefiro o amor não correspondido ao descaso dos não-românticos.
Difícil não se apaixonar. Pior ainda é não alimentar a sensação de que tudo pode dar certo mesmo sabendo do impossível. Talvez, se eu tivesse meus 18 anos eu sofreria. Pode-se amar sozinho e não sofrer. É a maturidade do amor solitário, do não correspondido.
Boninteressantes
"Na "mulher interessante", a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - "Ser bonita não interessa. Seja interessante!".
Essa é do Nelson Rodrigues.
Assino embaixo. Ele é sensacional.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Análise Psicológica Impossível
Ela diz: mas assim, o que você sente afinal?
Ele diz: não sei! Você é minha amiga mas...assim, é fato que eu sinto algo maior por você, mas não sei que nome isso tem.
Ela diz: hmmmm, então sou algo assim, meio melhor amiga?
Ele diz: Não.
Ela diz: Tá, mas, pô, então sei lá, sou só amiga.
Ele diz: Sei lá.
Ela diz: Cara, você tem que falar alguma coisa.
Ele diz: Tá. Só amiga. (emoticon com olhos virando)
Ela diz: Sem caras e bocas.
Ele diz: Tá bom. Só amiga.
SILÊNCIO.
Ele diz: não sei! Você é minha amiga mas...assim, é fato que eu sinto algo maior por você, mas não sei que nome isso tem.
Ela diz: hmmmm, então sou algo assim, meio melhor amiga?
Ele diz: Não.
Ela diz: Tá, mas, pô, então sei lá, sou só amiga.
Ele diz: Sei lá.
Ela diz: Cara, você tem que falar alguma coisa.
Ele diz: Tá. Só amiga. (emoticon com olhos virando)
Ela diz: Sem caras e bocas.
Ele diz: Tá bom. Só amiga.
SILÊNCIO.
Assinar:
Postagens (Atom)